BODAS DE PRATA

25º ANIVERSÁRIO 1979 -- 2004
RANCHO FOLCLÓRICO DA FAJARDA

Em Junho de 1979, alguns Fajardenses amantes da sua Terra, (onde se destacaram, Manuel Roberto, Joaquim Coelho, José Cotrim, e outros), motivados pelo desejo de promover e valorizar as tradições locais, constituíram o actual RANCHO FOLCLÓRICO DA FAJARDA, inteiramente dedicado ao folclore e á etnografia da nossa Região. Comemorou este ano as suas BODAS DE PRATA, fez a sua apresentação e primeira actuação integrada na Festa de Stº António na nossa Terra e teve como padrinho o Rancho Folclórico das Fazendas de Almeirim. Desde o início, o Rancho tem pautado a sua representação por uma constante busca das raízes culturais e pesquisando sempre á procura da verdade e autenticidade das nossas gentes, em tempos já distantes. O Rancho depois de um ligeiro abrandamento de 1989 a 1992, injectou sangue novo, remodelou-se e traçou objectivos, tem desde então como dirigente; Manuel Roberto, director técnico desde o início, Henrique Pascoal, Joaquim Pereira e José Anibal.
 
     
É hoje o nosso Rancho um excelente cartão de visita da Freguesia e do Concelho, no País ou no Estrangeiro, prova disso é ser reconhecido pelo INATEL onde estamos inscritos desde 1995 e pela Federação do Folclore Português onde estamos filiados desde 1996, as duas actuações na RTP Internacional em 1999 e 2003, o reconhecimento da nossa autenticidade nas três actuações que efectuámos na Ilha da Madeira no mesmo ano e as inúmeras apresentações que realizámos em Festivais Nacionais e Internacionais dos mais conceituados do País, espelham a seriedade do nosso trabalho. Para divulgação, registo e venda, gravou uma cassete em 1987, e em 1999 uma cassete e CD, também confecciona bonecas com trajos tradicionais locais. Continuamos apostados em divulgar os usos e costumes de há décadas, para que os nossos avós se revejam nas danças cantares e trajos, que espelham formas de vida dum Povo que cantava trabalhando, mesmo que houvesse o peso da enxada. Porque achamos que o trabalho de um grupo de Folclore não se esgota nas danças cantares e trajos, continuamos com a Escola de Folclore onde se aprende os jogos de antigamente; Pião, Avião, Três pedrinhas, Lencinho da botica, Saltar á corda, Arco, Carro rodas de cortiça e Fisgas são alguns dos jogos e brincadeiras. Sempre que possível temos confeccionado e divulgado a comida tradicional, através da participação em iniciativas para o efeito. Aos nossos jovens folcloristas, uma palavra de agradecimento e de coragem para que continuem com a força que têm demonstrado, mesmo remando contra ventos e marés. Aos menos jovens o reconhecimento pela disponibilidade sempre presente.

O reavivar de tradições assume particular importância quando o objectivo é o da preservação de um Património Cultural de inegável valor, que tenta resistir a um Mundo cada vez mais globalizado.

A Direcção

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

As pátrias extinguem-se quando se perde a memória colectiva. Ganha assim maior relevância o trabalho desenvolvido pelos Grupos/Ranchos de Folclore, que nestas últimas décadas, têm contribuído sobremaneira, para avivar as consciências da importância de preservarmos a cultura Portuguesa.

Os Grupos/Ranchos de Folclore têm tido uma intervenção meritória no quotidiano das suas terras, promovendo acções culturais e sociais, fazendo escola, exercendo a medicina preventiva, são ainda os grandes arautos da alegria, levando ás cidades, vilas e aldeias, a magia encantadora dos trajos, danças e cantares, legado que herdamos dos nossos avós. Esta herança da qual muito nos orgulhamos, precisa ser defendida e respeitada por todos os Portugueses.
 

É com altruísmo que o Rancho Folclórico da Fajarda de Coruche, tem desenvolvido as suas actividades, contribuindo de forma decisiva na solidificação das nossas raízes.
Ao realizar as Bodas de Prata no dia 12 de Junho de 2004, o Rancho Folclórico Fajarda vai colocar à prova a capacidade organizativa dos seus dirigentes e componentes. Faço votos que ultrapassem mais este desafio, com entusiasmo e a vontade firme de trazer á Fajarda Grupos doutras regiões, com tradições e expressões culturais tão diversificadas, que permitam um enriquecedor conhecimento das vivências doutras comunidades.

Parabéns ao Rancho Folclórico da Fajarda constituído por gente generosa, humilde mas empreendedora, pelo trabalho dedicado e apaixonado na preservação e divulgação das tradições da Região de Coruche - Ribatejo trabalho apreciado e reconhecido.

O meu aplauso!

O Vice-Presidente
Fernando Ferreira da Silva

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SAUDAÇÃO


Atravessamos claramente um período de grandes alterações no nosso dia-a-dia. Sente-se viragem para a cultura de massas, mediática, de efeitos grandiosos e rápidos, pelo que todas as manifestações culturais de menor expressão, mas nem por isso de menor valor ou qualidade, como a cultura tradicional, são muitas vezes relegadas para um plano secundário e inferior.  

Ora tendo em conta este contexto, que se alia a um panorama de transformação e globalização alucinante, a perda de identidade cultural, que é hoje uma realidade em países mais desenvolvidos e industrializados, poderá também vir a ser uma realidade no nosso país.
Assim sendo, todos os agentes de produção cultural, sobretudo das vertentes culturais tradicionais, assumem-se como peças fundamentais e imprescindíveis para a construção de um puzzie identitário, estável e irrefutável.

Entre estes agentes encontramos os Grupos de Folclore que têm um papel importantíssimo numa sociedade que se vai construindo e descobrindo em cada dia. Esta tarefa é difícil e árdua e, até por vezes, ingrata, presa a um sentimento de desilusão, mas é também gratificante, altruísta e sublinho, primordialmente pedagógico.

No momento em que o Rancho Folclórico da Fajarda completa 25 anos, não pode o INATEL deixar de felicitar a organização deste evento, bem como saudar todos os Grupos que nele participam, na esperança de continuarem a realizar um bom trabalho na elevação da cultura tradicional, lembrando-a aos que já a esqueceram e ensinando-a aos que ainda não a viveram.

Bem Hajam!

O Director do Departamento de Cultura
Rui Paulo Calarrão


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MENSAGEM DO PRESIDENTE

DA CÂMARA MUNICIPAL DE CORUCHE

Sabemos que o folclore é uma representação, não há verdades absolutas e não há nunca uma transcrição fiel do que aconteceu há cinquenta, há setenta, há cem anos, o que fazemos hoje é representar aquilo que aconteceu e, se há actividade absolutamente marcante na vida de toda uma comunidade, como a do Vale do Sorraia, no concelho de Coruche, é o trabalho e o trabalho rural. Há cerca de cinquenta, setenta anos, no concelho de Coruche, 70% das pessoas trabalhavam no campo e há aspectos absolutamente primordiais desse trabalho rural que podem efectivamente enriquecer a etnografia e a representação dos grupos folclóricos.

Recordo que o concelho de Coruche era constituído e, ainda hoje é em grande parte, por grandes latifúndios e eram os habitantes da periferia de Coruche, os habitantes dos “Foros” que constituíam essa mão de obra que trabalhava nos campos. Para além dos habitantes dos Foros (da Fajarda, dos Foros de Coruche, Santana do Mato, do Rebocho, etc.), existiam também os trabalhadores da herdade que se ajustavam pelo S. Miguel e que no mínimo trabalhavam um ano naquela herdade, mas muitas vezes a vida inteira. Isto, penso eu, é um aspecto extremamente importante e estruturante da vida daquela época.
 

Estes são aspectos que poderão ter alguma importância na representação etnográfica e na representação mais fiel do que eram os costumes, os usos e as tradições no concelho de Coruche.

Se estas palavras poderem ter alguma valia, espero que as aproveitem os g rupos folclóricos do meu concelho. Não as vejam como uma crítica, mas como uma reflexão em voz alta, pondo as coisas de uma forma limpa, aberta, sem tabus.

O Presidente da Câmara
Dionísio Simão Mendes, Dr.



 
 
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